terça-feira, 11 de setembro de 2012

chá


A xicara de borda quebrada tem um pouco de chá,
Frio com borra no fundo.
Azul numa porcelana desbotada pelo tempo.
Em cima do móvel, imóvel.
De quem são as canções?
A porta range, o vento passa.
Passa também a vontade.
Tudo vazio.

Amigo


Não te preocupes amigo,
Eu vou orar...
Tudo sempre passa,
Em breve daremos boas risadas.
Não te preocupes amigo,
Eu vou orar...
Dormes em paz, estarei a velar.
Nada de mal vai acontecer,
Apenas o bem o vento traz.
Agradece, abençoa...

Talvez


O amanhã se foi,
A música toca,
Sorrisos talvez,
É tarde amigo vai se deitar.
Flores nascem sem ninguém plantar.
É tarde, mas chego...
Em breve em algum lugar.
Filmes antigos me lembram você.
Talvez sejam os filmes, talvez seja você.
Luz imóvel, corpo cansado.
Tanto faz.

Aqui

É frio,
É calmo,
É lento...
Tudo parece igual,
As notas no chão não parecem ter valor.
Apenas notas no quarto escuro e vazio.
O vento indaga,
O que há no coração,
Há teias, há veias.
Tudo parou ou voltou para o lugar.
Amavas-me? Nem tanto
Nem sol, nem pranto.
Só nuvens no ar.